quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011


"Porque no fundo, onde quase ninguém vê, vivo momentos imaginários com o que pode ser o amanhã."
"Que eu acho graça ao me recordar o dia em que ele deixou cair palavras que fizeram cócegas em minha pele suada. Que meu coração ultimamente só tem carregado pequenos acasos. Que despedaço caixas de fósforo com as mãos porque ando meio assustada e pensando muito nele.
Que eu arremesso assim, muda, possibilidades. Tímidas, mas possibilidades.
É o que eu escreveria. E também diria que sim, claro que sim.
I wish you, baby.''

Inevitável.




'Lança, menino
Lança todo esse perfume,
Desbaratina,
Não dá pra ficar imune...'


RÁ!
Com desapego, que é uma coisa que vou ter que te ensinar. A gente gosta é dos abraços sem aviso, dos encontros sem horário, dos beijos que nos faz dar risada, e também dos que damos entre risos. Coisas assim, bem a nossa cara. A gente nem sabe direito o dia que tudo começou, a gente só sabe que é amor. Que parece sempre novo e faz a gente querer continuar suspirando de alegria. E você também é boa companhia, mesmo triste, mesmo preto e branco porque pra mim você sempre tem cor. É que o maior motivo da gente se encontrar foi pra descobrir o amor em outras formas.

Das coisas que fazem a gente amar.

.

É que amar tem tantos significados que a gente se perde
E amar talvez seja outra coisa
Aquela mistura de pé no chão e cabeça no peito de alguém
É um ir embora e levar tudo de outra pessoa com você, olhos, cheiro, mão, palavra...
É sentir-se livre estando preso
É deixar livre e ficar leve
É saber que o coração dos outros não te pertence,
mas mesmo assim, alguém quer dá-lo a você


Vanessa Leonardi

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Menino, menino tenho uma enorme ternura por você e para mim é muito difícil isolar essa ternura da razão quando te escrevo (...) nós vamos nos ver, nós vamos conversar, sair juntos provavelmente nos tocar e de repente tudo pode realmente ser. Ou não. Mas de jeito nenhum quero, sei lá, ser irresponsável ou não medir as conseqüências dum negócio que pode ser muito sério (...). Quero muito te amar e me encontrar contigo, mas não sei se conseguiremos... tenho medo.




Caio Fernando Abreu
Eu ia te escrever qualquer dia, eu tinha — e tenho — um monte de coisas pra te dizer, aquelas coisas que a gente cala quando está perto porque acha que as vibrações do corpo bastam, ou por medo, não sei.

Caio Fernando Abreu

Secret Share

Mais uma dele, gente! Linda, linda, linda!


Cry a river and I'll give you a boat to sail
Give me a glass and I'll give you the Holy Grail
Give me love and care
Secret share
Give me a kiss and I'll give you ten at least
Show me north and I'll show you south, west and east
Give me your love and soon
You'll have the moon
Secret share
I have found the recepy for being around
Keep your heart off the ground
Would you care to try
The secret for feeling alive
Keeping your heart safe and sound
Sing me songs and I'll sing you three times each
Point me the sun and I'll take you to a beach
Show me love and care
Secret share

[Mariano San Roman]

Magical Fingers

Uma música que traduz muito do hoje, do meu amigo talentosíssimo, Mariano San Roman

As I feel like I'm lost in this world
I keep looking for help as it narrows
I watch the way as I go
And sometimes it's cleared by arrows
I can see them pointing away like magical fingers
Like a compass for those who don't know where to go
Should I believe what they show
Or should I ignore them and follow
I wonder who's on control
And where I might wake up tomorrow
I can see them showing the way like magical fingers
Guiding those who have the courage of following their hearts
Even if we try not to see
Even if we try to hide
They'll be by your side
Now you feel them tickling and pushing like magical fingers
But the road you take is up to you anyway
Even if you try not to see
Even if you try to hide
They'll be by your side

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

"(...) e portanto continuo a minha neurose (já não é neurose - 14 anos de análise. Virou, digamos, peculiaridade)..."
"Me perguntam, assim, o que tu achas de tal coisa. Pô, eu não sei o quê que eu acho. Na hora eu acho uma coisa, meia hora depois eu posso achar outra. Eu não tenho opinião definida sobre nada. Não acho que isso seja insegurança. Acho que é abertura, acho que tudo é passível de uma outra interpretação."

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Ele desejou à ela, um ANO ÚNICO.
Depois riu de si mesmo por concluir que todo ano é único.

[Não para ela:
Para ela um ano poderia conter mil anos, ou dia nenhum
poderia repetir-se infinitamente para que todas as possibilidades
fossem possíveis, ou poderia passar repetindo os dias dos dias dos
outros anos. Tudo dependeria de uma única coisa:

_ o tanto de AMOR.]

Mas ela apenas respondeu que haveria de ser um ano único
por poder ser um ano especial.
E torceu muito por isso naquele momento.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011


E o paraíso é você quem faz.

Contagiante.


Não não, felicidade não fica
Felicidade se espalha


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Para meus queridos leitores.

Oi, gente!

Resolvi fazer um post diferente do de costume (citações, citações e mais citações...rs)

Na verdade, tenho o blog há um ano [nossa, passou rápido] e criei com o intuito de postar frases, trechos e textos que mexem com cada fase da vida que vivo [ isso é bem verdade pra quem me conhece,rs].

E mesmo criando um blog, que é uma 'coisa' pública, eu tinha a visão que isso era um mundo meu, particular... onde só eu postava o que me tocava o coração e que ficava ali, guardado pra mim...
Até que essa semana me dei conta que tenho seguidores e comentários fofos das pessoas, nossa, me senti até importante! rs

Enfim, o post de hoje é pra agradecer a vocês, seguidores, pelos comentários e por visitarem esse espaço de leitura e reflexão!

beijo procês! ;)

domingo, 23 de janeiro de 2011


“Quem disse que eu me mudei?
Não importa que a tenham demolido: a gente continua morando na velha casa em que nasceu
.”

"Vai minha tristeza..." ♪




Já foi?! ;)

sábado, 22 de janeiro de 2011

É, Zé.


"Essa vida viu, Zé. Pode ser boa que é uma coisa.
Já chorei muito, já doeu muito esse coração. Mas agora tô, ó, tá vendo? De pedra.
Sabe Zé, no começo doeu não sentir nada. Mas eu consegui. Eu não sinto nada. Nada.
Nem pena do mundo eu consigo mais sentir.
Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma.
Já era, Zé.
É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma ninja.
Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho de granito? Quebrou o braço, Zé? Desculpa.
Eu queria te dizer que eu sinto muito, Zé. Mas eu não posso te dizer isso porque a verdade é que eu não sinto mais nada. Nadinha, Zé."

(Tati Bernardi)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

"Alguém que eu possa descançar minha cabeça em seu ombro no final do dia; que divida a cerveja, a alegria e a tristeza. Dê gargalhada dos meus errinhos bobos, me dê moral nos tombos mais feios. Mexa com minha cabeça, descontrole meu sistema nervoso e abale minha frequência cardíaca. Pessoa perfeita é quem grita que me odeia, diga adeus, nunca mais, no final volte atrás. Me dá a mão, o braço, o abraço; e vire pros seus amigos e diga: "É ELA!". A pessoa perfeita é tão imperfeita que não será inalcançável, estará lá do meu lado."

[Maria Rita]
Se apaixona pelo cheiro que vem, não se sabe de onde, e se depara com uma bela barba bem feita. Se apaixona pelo sorriso acolhedor que a maioria dos homens têm.
Se envolve no abraço gostoso que só eles possuem. Tem a certeza que nunca vai lhe acontecer nada, já que ele é o super-homem da sua vida (eu prefiro o Batman. Hmm.. chama pra homens complicados? É. Pode ser).

Sugestões para presente:



Amor. Bolinhas de sabão. O som de copos com água. O som das gotas no chão. Um sorriso tímido. A música por trás dos ruídos. Um coração encostado no outro. Um ou dois para sempres. Um avião nas mãos de um menino. Um barquinho de papel. Uma pipa atravessando as nuvens. Uma sementeira de tulipas. Um mingauzinho de aveia. Um par de meias listradas. Dois ou três cata-ventos. Uma palavra inventada.


[Rita Apoena]

'Não prometa o que não pode cumprir,
meu querido.
Sonhos custam caro. Principalmente o nosso que decoramos com a carinha,
cheirinho e jeitinho de vocês. [...]
Não gostamos de caridade.
Ou você é por inteiro ou não é.
Eu não gosto de pedacinhos.'

[Naiane Feitoza]
Sorriu ainda mais quando, sem esforço, lembrou de uma porção de gente.(...)
quem acredita sabe encontrar. Não garanto que foi feliz para sempre,
mas o sorriso (...) era lindo quando pensou todas essas coisas...'


Há que se abraçar os sonhos, os valores, os ideais.E ir a luta...sacro-ofício de cada dia, concretizar os sonhos,fazer o amor florecer nos gestos, viver o que se grita.
Porque há muito barulho.Muitas luzes.Muita embriaguês.
E muitas oferendas.
Mas o livro da vida tem as páginas em branco
e é ele que espera ...'

[Cecília Braga]

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

"Desapaixonar-se dos medos. Dos nãos que secam a alegria de viver. Alimentar-se de memórias deliciosas e conversas entre você e suas saudades. Dessas que ninguém pode tirá-las de ti. Apaixonar-se por um sorriso. Por alguém. Por uma ideia louca que você pode ser na vida de alguém. Apaixonar-se por você. Descobrimos com o tempo que as palavras mais comuns são as mais deliciosas de serem ouvidas. Às vezes dificílimas de serem ditas. Descobrimos com o tempo que afinal pouco é muito."


(Vanessa Leonardi)

Poucos...

Ao Fim são muito poucas as palavras que nos doem a sério e muito poucas as que conseguem alegrar a alma. São também muito poucas as pessoa que tocam nosso coração e menos ainda as que o tocam por muito tempo. E ao fim são pouquíssimas as coisas que em nossa vida a sério nos importam:poder amar alguém, sermos amados e não morrer depois dos nossos filhos.

Amalia Bautista

Não sabemos nada.

Não sabemos nada.
Nunca saberemos se os enganados
são os sentidos ou os sentimentos,
se viaja o comboio ou a nossa vontade
se as cidades mudam de lugar
ou se todas as casas são a mesma.
Nunca saberemos se quem nos espera
é quem nos deve esperar, nem sequer
quem temos de aguardar no meio de um cais frio.
Não sabemos nada.
Avançamos às cegas e duvidamos
se isto que se parece com a alegria
é só o sinal definitivo
de que nos voltamos a enganar.

Amalia Bautista

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

"Não é possível falar de crescimento humano se antes não falarmos de reconhecimento dos nossos limites. O bom treinador é aquele que vai saber salientar a qualidade do atleta, mas, sobretudo, vai saber encaminhá-lo para a superação dos limites.

O primeiro passo é reconhecer onde a gente precisa melhorar. É um grande desafio para todos nós porque, lamentavelmente, as pessoas não estão preparadas para nos educar para a coragem. Sabe por quê? Porque muitas vezes os incentivos que nos são dados estão mais voltados para esquecermos as nossas fragilidades. Quando mostramos as nossas fragilidades, há uma série de repreensões diante de nós.

Você já reparou que a gente não deixa a criança chorar? Já reparou que quando o recém-nascido chora, nós fazemos de tudo para calar a boca dele. Fazemos uma série de "cara feia" para ver se a gente cala a criança, para tentar espantar a fragilidade.

Nós, humanos, temos uma dificuldade imensa de lidar com a fragilidade do outro – ainda que seja filho da gente. Nós gostamos é de todo mundo feliz. Não estamos preparados para encarar a fragilidade. Parece que a nossa educação está sempre voltada para nos revestir de uma coragem que nos faz esquecer o limite.

Ter coragem é descobrir onde está a nossa fragilidade e ali trabalhar com um empenho um pouquinho maior. É não desconsiderar o que temos de bom, mas é também colocar atenção naquilo que ainda temos que melhorar. Estamos em processo de feitura. Não estou pronto, eu não sou perfeito, estou por ser feito, estou sendo feito aos poucos. E no processo de ser feito aos poucos eu vou descobrindo onde é que dói este espinho. Este espinho muda de lugar. Quanto mais uma pessoa está aperfeiçoada no processo de ser gente, maior é a facilidade de conhecer limites.

Para você retirar um espinho, às vezes, é preciso deixar inflamar. É como se o seu corpo dissesse: “Isso não me pertence”. De qualquer jeito, nós temos que tirar aquilo que não nos pertence. Tem algumas inflamações do espírito, da personalidade que tem gente que é tão aborrecida que a gente não pode nem encostar. São aquelas inflamações que se alastram.

E aí é que entra a grande contribuição do Cristianismo, numa proposta antropológica. Porque Deus não quer que você seja um anjinho na terra, mas que você deixe de ser inflamado. Ele quer te mostrar as inflamações para que você lute.

Cara feia, arrogâncias, isso é complexo de inferioridade. Sabe qual é o espinho? O medo, a insegurança.

Você já fez a experiência de viver uma palavra que te fez vazar em tudo o que estava estragado? Língua afiada quer dizer: deixar toda a inflamação que está dentro de nós vir para fora.

Ter condições de vazar aquilo que antes a gente desconhecia é admitir e reconhecer que somos frágeis. A pior ignorância é aquela que finge que sabe! Temos medo de mostrar que não aprendemos, que somos frágeis. Quantas vezes na nossa vida, por medo, perdemos a oportunidade de aprender.

Às vezes, por medo de expor a nossa fragilidade, porque parece que o mundo de hoje se esqueceu de mostrar a cultura do esforço que se fez para chegar aonde chegamos, perdemos o direito de chorar. E muitas vezes choramos e não sabemos o porquê estamos chorando.

O ensinamento de Jesus é sempre o avesso do avesso. Quer ser santo? Assuma que você é fraco. Muitas vezes, neste processo de se conhecer, a gente sangra. E nós precisamos sangrar. Um dos maiores poetas da música diz isso.

Quantas vezes você não se viu traduzido em uma canção de alguém que teve a coragem de sangrar, não teve medo de mostrar as próprias fragilidades.

Nós somos todos iguais. Nós, padres, somos todos iguais. Não adianta a gente fingir que é forte, ou ficar fingindo que não sente e que não tem medo. Eu não sei se você tem mais de cinco pessoas que conhecem os seus segredos. Para quantas pessoas você teve coragem de sangrar? Pessoas que te enxergam por dentro são raras.

Conversão é isso. É você educar o seu filho para ele poder te contar onde estão os espinhos. O espinho não é o defeito, mas é a seta que nos mostra onde temos que trabalhar para ser melhor.

A vida vai perdendo a graça porque não nos deixamos sangrar. A gente sangra melhor nos momentos de intimidade, onde a gente tem coragem de tirar a couraça. É muito melhor a gente admitir que tem medo. Para as pessoas ,é sempre doloroso ter que tirar os espinhos, de ver vazar as inflamações.

Há tantas situações que nos deixam com o “coração na boca”. Às vezes, nós colocamos muito mais atenção naquilo que as pessoas estão achando de nós, do que no que nós pensamos de nós mesmos.

Examine-se, você é uma pessoa que consegue levar o outro à cura. Em última instância, o que vai sobrar de nós é a nossa vontade de amar. Vamos descobrir o que hoje em nós está "infeccionado", porque é preciso sangrar, é preciso reconhecer-se frágil."




Mas você continua latente bem na minha frente, todos os dias, todos os minutos, em cada suspiro de alegria, tristeza ou vazio que saia de mim. Todas as manifestações de vida, na minha, são você. Toda a vida que eu guardei e gastei em porções mínimas, sobraram pra durar em você.

Eu que não sei de tantas coisas, continuo crente no que, pros outros, parece incerto. Eu que sempre fui tão imediatista e fugaz, sento agora no cantinho mais confortável de mim, sem aquele desespero do começo, pra esperar você.

Eu sei que você vem.

Rani Ghazzaoui

domingo, 2 de janeiro de 2011


"A vida é muito bonita basta um beijo e a delicada engrenagem movimenta-se, uma necessidade cósmica nos protege."


Adélia Prado
"Se você tem a coragem de deixar para trás tudo que lhe é familiar e confortável (pode ser qualquer coisa, desde a sua casa aos seus antigos ressentimentos) e embarcar numa jornada em busca da verdade (para dentro e para fora), e se você tem mesmo a vontade de considerar tudo que acontece nessa jornada como uma pista, e se você aceitar cada um que encontre como professor, e se estiver preparada, acima de tudo, para encarar (e perdoar) algumas realidades bem difíceis sobre você mesma...então a verdade, não lhe será negada."


Texto do livro Comer, Rezar e Amar - Elizabeth Gilbert

domingo, 21 de novembro de 2010

É que ele é feito de faltas e presenças. E que nenhuma das duas pode faltar. Aprendi que o amor é feito de liberdade. É como ter, todos os dias, muitas outras opções. E ainda assim fazer a mesma livre escolha.

Eu tinha motivos reais, palpáveis e óbvios para te amar. Você é bonito, seu abraço é quente, seu sorriso tem mil quilômetros iluminados, seu humor me faria rir 100 encarnações e você é bom em tudo, mesmo não querendo ser bom em nada. (...) Amava seus erros assim como amava os acertos, porque o que eu amava, enfim, era você.

Tati Bernardi

terça-feira, 2 de novembro de 2010


"Você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente."

(Caio F.)
"Porque quem ama vê miudezas com olhar suficiente pra nunca mais se perderem."

(Ana Jácomo)

"A prova de que estou recuperando a saúde mental, é que estou cada minuto mais permissiva: eu me permito mais liberdade e mais experiências.
E aceito o acaso. Anseio pelo que ainda não experimentei. Maior espaço psíquico. Estou felizmente mais doida."

(Clarice Lispector)
"Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém. E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, e que faço falta quando não estou por perto."

(Mario Quintana)
"É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca.
É que só o bobo é capaz de excesso de amor.
E só o amor faz o bobo."

(Clarice Lispector)

Confusões de uma mente em ebulição

Não sei... tá tenso, tá legal, tá adrenalina, tá borboletas no estômago...
Tá fora do compasso, tá engraçado, tá brilho nos olhos...
Tá novela mexicana, tá comédia romântica, tá jazz, tá rock...
Tá riso tímido, tá efusividade, tá incerto, tá carta marcada...
Tá plano absurdo, tá arrepio, tá insônia, tá primavera...
Tá big bang...


[Segunda de madruga, refletindo sobre a vida... rs]



domingo, 31 de outubro de 2010

Podemos esperar. Esperar pelas coisas boas, pela esperança, pelo planos que temos. Podemos esperar porque nada mais nos é possível além disso, apenas preparar o terreno, persistir no foco, acreditar incansávelmente na possibilidade de que os sonhos serão em breve, ou não, realidade.

Espero pelo vôo, espero sentada na sala de embarque, monótona e silecionsa. Muitas pessoas, destinos diferentes, vidas em contraste, em direções inemagináveis. Em breve embarcaremos no avião, como em breve embarcarei para aquilo que todo dia espero ser a hora.

Espero por você, espero tão confiante, tão certa de que você, em algum lugar está procurando um caminho para me encontrar também. Espero por você quando abro as cortinas da janela de manhã e imagino que você está prestes a virar a esquina, e de repente acontecer alguma coisa diferente em nossas vidas. Espero por você quando luto para abrir um vidro de conservas. Espero por você se chove e os trovões agora caem do teto do meu quarto. Espero por você se preciso de uma carona para Búzios ou Belém. Espero por você quando passo a chave na porta e fico observando os carros, que não param. Espero por você se Maria Bethânia canta repentinamente no rádio, na letra que diz "quero ficar com você, e é tão fundo que posso dizer que o fim do mundo não vai chegar mais...". Espero por você quando vejo os casais planejando o futuro, e veêm os filhos chegando, e imagino que se pelo menos eu te conhecesse. Espero por você na hora do sufoco, na hora do cansaço, na hora que os pés precisam das mãos, na hora que o corpo precisa de um abraço, na hora que os cabelos precisam de um carinho, na hora que o pescoço precisa de um beijo, na hora em que a boca sente sede, na hora que uma voz me chama e o chamado não é teu. Preciso de você e deixo o coração à deriva. Preciso de você e faço da vida uma sequência de vazios. Preciso de você e não sei aonde te encontrar. Preciso de você e me preparo todos os dias para te esperar. Preciso de você e arranjo formas de sobreviver dia após dia até tua chegada.

Espero, duramente espero, para descobrir teu nome, as cores da tua roupa, o lugar que você mora, o sonho que segue, o momento que mais gosta de lembrar. Espero e reservo restaurantes. Espero e programo viagens e roteiros. Espero e faço compras para o fim de semana. Não há mais nada além da espera e que apesar da demora, sei que você virá.

Você virá num dia de céu claríssimo e tão azul, tão branco, num domingo de primavera repentina. Você virá e antes poderei ouvir teu riso, até tua face se desfazer da distância. Você virá e eu esquecerei de todas as palavras que decorei para essa hora. Você virá e eu sofrerei um terremoto. Você virá e tatuaremos uma frase que começará na alma e terminará no beijo. Você virá e eu não quero nenhuma outra promessa, eu só quero tua presença, acordar e ver o lençol desarrumado do outro lado da cama. Você virá e aumentaremos a lista de nomes e filmes. Você virá sem eu te conhecer, sem saber que a tua pele contrasta com a minha. Você virá e eu que não sei nada de você estarei prestes a me arrepiar com a tua primeira palavra. Você virá com o teu nome enquanto pesquiso todos os sobrenomes para saber se o teu rimará com o meu no final.

Espero e é para isso que tenho dedicado parte da vida. Espero, até aqui é tudo que tenho para contar.

Te espero sempre, sempre, sempre.

Você virá. Sei que virá por uma dessas avenidas com nomes de poetas, distraídos um em direção ao outro, como todo encontro, como todo amor acontece.

Se perca. Me perco para nos encontramos.



Cáh Morandi
Achei um pouquinho mágico, mágico suave, você sabe - nós ali, lado a lado, falando praticamente das mesmas coisas.

Caio Fernando Abreu
Porque gostei muito que você tivesse vindo, deu vontade de ficar mais tempo junto, deu vontade de levar essa história até o fim.

Caio Fernando Abreu
Mas a última vez que ele foi embora, antes me deu um abraço de quem nunca saiu do mesmo lugar. O abraço e o seu olhar de quem nunca sabe direito porque vai embora ficaram pra sempre comigo.


Tati Bernardi
'É burro cantar coisas que eu, tu, ele, nós sentimos?
É brega ter desejos e carências e dores e suspiros assim, de gente?


Sentir não é brega. Ao contrário: não existe nada mais chique'



"Quero fazer contigo o que a primavera faz com as cerejeiras."

Pablo Neruda
You're stuck on me and my laughing eyes
I cant pretend though I try to hide - I like you
I like you.

I think I felt my heart skip a beat
I'm standing here and I can hardly breathe - you got me
You got me.

The way you take my hand is just so sweet
And that crooked smile of yours it knocks me off my feet

[You Got Me - Colbie Caillat]
'Eu te escolhi.
Outros me olhavam, outros pareciam talvez
até um pouco mais interessantes, mas eu escolhi você.
Que esquisito, eu já havia escolhido outros outras vezes.
Dessa vez tudo foi diferente, dessa vez não era tão simples assim,
dessa vez havia um diferencial tão complexo:
você me escolheu também.'




Maria Clara Machado
'Meu coração, inundado
Pela luz do teu olhar,
Dorme quieto como um lírio,
banhado pelo luar...'

Florbela Espanca

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Eu prefiro as pessoas que conseguem ver o lado claro das coisas mesmo que todo dia anoiteça. Gente que se abala com os fatos sim, mas que não quer derrubar a estrutura do outro só pra vê-lo no mesmo nível em que estão. Com o tempo a gente aprende que todos têm o ônus e o bônus, mas poucos conseguem carregar dores e doçuras sem despejar em ninguém suas amarguras. Eu ainda acredito mais em sonhadores incuráveis do que em caçadores de mágoas.

Fernanda Gaona
Sim, afligia muito querer e não ter. Ou não querer e ter. Ou não querer e não ter. Ou querer e ter. Ou qualquer outra enfim dessas combinações entre os quereres e os teres de cada um, afligia tanto.
Você não sabe, mas quando eu chego em casa eu repasso cada palavra que você disse, cada gesto que você fez, cada beijo seu e me pergunto se vale mesmo a pena.
Ele disse: - Eu não vou me esquecer de você.
Ela disse: - Nem eu.


sábado, 14 de agosto de 2010

Já conheço os passos dessa estrada… E, mesmo assim, estarei sempre pronto para esquecer aqueles que me levaram a um abismo. E mais uma vez amarei. E mais uma vez direi que nunca amei tanto em toda a minha vida.

Fernanda Young
"Chega em mim sem medo, toca no meu ombro, olha nos meus olhos, como nas canções do rádio. Depois me diz: — “Vamos embora para um lugar limpo. Deixe tudo como está. Feche as portas, não pague as contas nem conte a ninguém. Nada mais importa. Agora você me tem, agora eu tenho você. Nada mais importa. O resto? Ah, o resto são os restos. E não importam”.

Caio F.

Que eu saiba as minhas asas, ainda que com medo.
Que, ainda que com medo, eu avance.
Que eu não me encabule jamais por sentir ternura.
Que eu me enamore com a pureza das almas que vivem cada encontro com os tons mais contentes da sua caixa de lápis de cor.
Que o Deus que brinca em mim convide para brincar o Deus que mora nas pessoas.
Que eu tenha delicadeza para acolher aqueles que entrarem na roda e sabedoria para abençoar aqueles que dela se retirarem.
Que, durante a viagem, eu possa saborear paisagens já contempladas com olhos admirados de quem se encanta pela primeira vez.
Que, diante de cada beleza, o meu olhar inaugure detalhes, ângulos, leituras, que passaram despercebidos no olhar anterior.
Que eu me conceda a benção de ter olhos que não se fechem ao espetáculo precioso da natureza, há milênios em cartaz, com ou sem plateia.
Quero aprender a ser cada vez mais maleável comigo e com os outros. Desapertar a rigidez. Rir mais vezes a partir do coração.
Ana Jácomo

domingo, 8 de agosto de 2010

"Geralmente, quando uma pessoa exclama Estou tão feliz!, é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada.
Digamos: feliz porque maio recém começou e temos longos oito meses para fazer de 2010 um ano memorável. Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou. Feliz porque existe uma perspectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua cama.
Esquece. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.
Feliz por nada, nada mesmo?
Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza. “Faça isso, faça aquilo”. A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho?
Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando “realizado”, também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo?
Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.
Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.
Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto?
A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.
Ser feliz por nada talvez seja isso.''
O amor é perigoso para quem não resolveu seus problemas. O amor delata, o amor incomoda, o amor ofende, fala as coisas mais extraordinárias sem recuar. O amor é a boca suja. O amor repetirá na cozinha o que foi contado em segredo no quarto. O amor vai abrir o assoalho, o porão proibido, fazer faxina em sua casa. Colocar fora o que precisava, reintegrar ao armário o que temia rever.
O
amor é sempre assassinado. Para confiarmos a nossa vida para outra pessoa, devemos saber o que fizemos antes com ela.

domingo, 1 de agosto de 2010

Foi no meio da tormenta que a menina teve um estalo: Pleft!

Agora ela tinha certeza do que queria fazer.


"vou encarar com serenidade"
- pensou a menina.


E lá foi ela tratar de fazer mágica com os problemas.


(Amanda Cecilia)

Das coisas que eu já sabia.

Dava para saber que era o certo desde que te vi pela primeira vez.
Eu sabia que era certo, tu não sabias.
E ponto-final.
Nenhuma mágoa.
Eu sabia que acabaríamos nos apaixonando.
Tu sabias pouca coisa sobre mim, então não há problemas. Eu já entendia o fluxo do vai-e-vem dentro de um coração.
E sabia também que tu serias o único que entraria em mim de forma tão avassaladora e ali permanecerias por segundos, horas, anos, décadas, vidas.
Tu não entendias bem a maneira que eu tinha de enxergar as coisas.
Era simples, é bem simples.
Eu entendo o amor no sentido pleno do amor.
Compreendo sobre a quantidade de amor que cabe em um instante.
E naquele dia, tu me preencheste de amor. Em um instante apenas.
Tu não sabias ainda sobre os meus medos, das minhas inquietudes, e por isso é que não são necessárias desculpas.
Naquela vez, na adolescência, eu já era velha de espírito.
Coisa de mulher que já enfrentou várias barras. Tu eras pequenino ainda, porém tinha e tens dentro de ti essa alma imensa e bonita.
E eu te recebi assim, dentro de mim criei um altarzinho com conchinhas e sorrisos teus.
A verdade é que eu já sabia que era para sempre.
E tu apenas começavas a saber.
Natália Anson Lima
“Somos assim. Sonhamos o vôo, mas tememos as alturas. Para voar é preciso amar o vazio. Porque o vôo só acontece se houver o vazio. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Os homens querem voar, mas temem o vazio. Não podem viver sem certezas. Por isso trocam o vôo por gaiolas.
As gaiolas são o lugar onde as certezas moram. É um engano pensar que os homens seriam livres se pudessem, que eles não são livres porque um estranho os engaiolou, que se as portas das gaiolas estivessem abertas eles voariam.A verdade é o oposto.
Os homens preferem as gaiolas ao vôo. São eles mesmos que constroem as gaiolas onde passarão as suas vidas.”

quarta-feira, 7 de julho de 2010

''Quanto tempo a gente perde na vida? Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros. Depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, aí mais tarde demora pra entender certas coisas, demora pra dar o braço a torcer. Viramos adolescentes teimosos e dramáticos. Levamos um século para aceitar o fim de uma relação, e outro século para abrir a guarda para um novo amor, e já adultos demoramos para dizer a alguém o que sentimos, demoramos para perdoar um amigo, demoramos para tomar uma decisão.
Até que um dia a gente faz aniversário. 27 anos. Ou 41. Talvez 48. Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. E a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado. Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro ou fazer tabelas desnecessárias. Que esbanjamento. Não falta muito pro jogo acabar. É preciso encontrar logo o caminho do gol.
Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso. Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto. Excetuando-se no sexo, onde a rapidez não é louvada, pra todo o resto é melhor atalhar. E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.
Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando, não esperam sentados, não ficam dando voltas e voltas, não necessitam percorrer todos os estágios. Queimam etapas. Não desperdiçam mais nada.

Uma pessoa é sempre bruta com você? Não é obrigatório conviver com ela.
O cara está enrolando muito? Beije-o primeiro.
A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.

Paciência só para o que importa de verdade. Paciência para ver a tarde cair. Paciência para sorver um cálice de vinho. Paciência para a música e para os livros. Paciência para escutar um amigo. Paciência para aquilo que vale nossa dedicação.
Pra enrolação…atalho.''
“Não gosto de perder as minhas coisas, você sabe. E hoje, cercada pela sua ausência, procuro o que procurar. Experimentando o desânimo da busca desiludida. Pois, se um amor como aquele acaba dessa maneira, vale a pena encontrar um outro? Será inteligente apostar tanto de novo?”

O amor dispensa clichês.

“A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir “eu te amo” num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir “eu te amo” numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.”

segunda-feira, 5 de julho de 2010



Eu preciso sentir que você ainda sente, eu preciso que o seu coração dê um choque no meu,
eu preciso saber que seu peito ainda aperta um pouco quando eu vou embora,
e se espalha como borboletas nas veias quando eu chego.
......


Eu sou tão sua, que merda, eu sou tão sua!


sábado, 3 de julho de 2010

Um historinha melosa, cheia de frases clichês.

Naquele momento ela pensava que não poderia existir no mundo uma sensação pior que aquela e disse:

- Eu não posso perdoá-lo. (Mas no fundo ela queria sim.)

Ele sabia que tinha errado, e tentou corrigir utilizando argumentos que para ele mesmo eram desonestos demais para serem considerados válidos e ele sentia que não merecia de fato, aquele perdão, mas ainda assim tentou consertar o mal que havia feito:

- Você sabe que eu te amo e não poderia magoá-la intencionalmente. O que eu fiz foi sem pensar.
- Por favor não insista. Não vê que isso dificulta ainda mais as coisas?
- Você também gosta de mim, dá pra sentir essas coisas. Eu sei como você se sente quando eu te toco, quando eu beijo você...eu vejo como você fica quando me ouve dizer que te amo mais que qualquer coisa no mundo...
- Também não é assim, eu poderia muito bem sobreviver sem isso tudo. Eu vivia muito bem antes de te conhecer e na verdade, depois de me envolver contigo só tive dor de cabeça. Não posso ficar com alguém que faz mal para mim. Você sabe que faz ... (Na verdade, ela só estava sendo durona. Ela não queria parecer fraca. Não, ela não era. Na cabeça dela ela não podia ser.)


Agora ele estava realmente arrependido, pois percebeu que ela era tudo que ele tinha. Ele sim era fraco demais para viver sem ela. Estaria perdido no mundo. Ela o mantinha em equilíbrio. O preço a pagar por um erro, as vezes é caro demais, e mesmo assim tem vezes que insistimos em errar. Pior é que na maioria das vezes, a gente pensa sim, entretanto damos mais atenção a emoção do presente do que o valor do passado ou a estabilidade do futuro. Não dá para conviver com peso na consciência. A gente se liberta de vícios, mas a dor de um erro nos aprisiona. Só ela conseguia fazer com que ele se acalmasse quando seu único desejo era que o mundo todo explodisse, e para isso bastava apenas um simples: Amor, não fica assim, você sabe que vai passar... acompanhado de um beijinho no pescoço ou no canto da boca. Mas ele era, sobretudo fraco demais. Não podia dizer essas coisas. Era estranho pensar em si mesmo como uma criatura tão dependente. Mas não era hora de ser egoísta, embora tenha sentido uma tremenda vontade de chorar disse:

- Me perdoa, amor! Você tem razão. Eu não sou bom o bastante para você.

Foi tudo que pode dizer naquele momento. Ela sentiu uma vontade enorme de abraçá-lo, mais do que em qualquer outro momento na sua vida, mas só pode dizer:

- Eu sei, e é por isso que acabou! Ou está acabando...tente não me procurar, vai ser mais fácil para esquecê-lo. Eu te amei e neste momento grande parte de mim ainda te ama, mas ela luta com uma outra parte que está sofrendo demais com isso tudo e prefere acabar logo com isso, essa outra é mais forte. (Tem que ser)

Embora ele soubesse que suas palavras poderiam receber essas respostas, não estava preparado para ouvi-las. Então ele se aproximou para beijar sua face, pela última vez e ela recuou, ainda querendo grudar selvagemente nos seus lábios, tomada por um desejo que gritava dolorosamente. Levantou e foi embora, sem dizer mais nenhuma palavra e segurou o choro.

Ele ficou sentado ali, embaixo da árvore, pois notou que não tinha força para levantar...e permaneceu ali por algumas horas sentindo o cheiro da grama molhada, iluminado por uma dúzia de estrelas no céu...

"Em todas as idas e vindas, obscuramente eu sempre sabia:
embora tudo mude , nada muda por que tudo permance aqui dentro,
e fala comigo, e me segura no colo quando eu mesma não consigo sustentar.
E depois me solta de novo, para que eu volte a andar pelos meus próprios pés.
A vida é mãe nem sempre carinhosa, mas tem uma vara de condão especial: o mistério com que embrulha todas as coisas, e algumas deixa invisíveis."



Ensinam muitas coisas as garotas: se um cara lhe machuca, ele gosta de você. Nunca tente aparar a própria franja; e, um dia, vai conhecer um cara incrível e ser feliz para sempre.Todo filme e toda história implora para esperarmos por isso: a reviravolta no terceiro ato, a declaração de amor inesperada, a exceção à regra. Mas as vezes focamos tanto em achar nosso final feliz que não aprendemos a ler os sinais, a diferenciar entre quem nos quer e quem não nos quer, entre os que vão ficar e os que vão te deixar. E talvez esse final feliz não inclua um cara incrível. Talvez seja você sozinha recolhendo os cacos e recomeçando, ficando livre para algo melhor no futuro.
Talvez o final feliz seja só seguir em frente. Ou talvez o final feliz seja isso: saber que mesmo com ligações sem retorno e corações partidos, com todos os erros estúpidos e sinais mal interpretados; com toda a vergonha e todo constrangimento, você nunca perdeu a esperança.

(Do filme:Ele não está afim de você)

[Sou viciada nesse filme, simplesmente]


Sabe quando você quer dizer alguma coisa importante, pra alguém importante, mas acaba só comendo algo sem importância da geladeira? Vidinha.

sexta-feira, 2 de julho de 2010


“Sei que todos, algum dia, acordamos com a senhora desilusão sentada na beira da cama. Mas a gente vai à luta e inventa um novo sonho, uma esperança, mesmo recauchutada:vale tudo menos chorar tempo demais. Pois sempre há coisas boas para pensar. Algumas se realizam. Criança sabe disso.”





- Você já ficou arrepiada?
- Sim. Principalmente quando está frio...
- Já notou que quando a gente tem a sensação de arrepio,
surgem na pele inúmeras bolinhas?
- Sim, e junto vem um frio na barriga, né?
- Vem sim.
- Você sabe quantas vezes eu me apaixonaria por você de novo?
- Nenhuma?
- O mesmo número de bolinhas que surgem na pele de todos os arrepios que existem.



Há momentos em que a luz miúda nos revela muito mais que mil holofotes.
Chega de vida complicada. Eu preciso é de simplicidade!


Cada coisa era cada coisa e inteira,
na união de todas as suas infinitas partes.
Mas e as sombras e os reflexos, esses que não se integravam em forma alguma,onde ficavam guardados? Para onde ia a parte das coisas que não cabia na própria coisa?
Esse convite agora está sempre nos olhos dele: quem acredita sabe encontrar.



Coisa simples é lindo. E existe muito pouco ...


(Caio F. Abreu)
. UMA DEFINIÇÃO NÃO ENCONTRADA .
NO DICIONÁRIO

Não ir embora: ato de confiança e amor,
comumente decifrado pelas crianças.


(Markus Zusak - A menina que roubava livros)



Se ao menos pudesse voltar a ser tão distraída,
a sentir tanto amor sem saber,
tomando-o por engano pelo riso
e pelo pão com um levíssimo cheiro de geléia espalhado por cima.

(A menina que roubava livros)
Fui caminhando, mais leve ...


Eu não sentia nada. Só uma transformação pesável.
Muita coisa importante falta nome.


Precisaria aperfeiçoar a arte de esquecer.



... uma ausência que poderia significar um sem-número de coisas,
dentre elas a liberdade.


(Markus Zusak - A menina que roubava livros)


... e eles andavam na corda bamba em direção ao sol.



(Markus Zusak - A menina que roubava livros)
"O trágico não vem a conta-gotas".


Guimarães Rosa

quinta-feira, 1 de julho de 2010

"Mas eu gostava dele, dia mais dia, mais gostava. Digo o senhor: como um feitiço? Isso. Feito coisa-feita. Era ele estar perto de mim, e nada me faltava. Era ele fechar a cara e estar tristonho, e eu perdia meu sossego".