Mostrando postagens com marcador Be Lins. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Be Lins. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de maio de 2011


O passo perdido. O mau passo. O passo certo. Os passos que passam perdidos por nós. Tropeços, quedas. Tantos andares. Tantos jeitos diferentes e sempre um mesmo passo. Um e somente depois, o outro. Isso deve ter algum significado: não tem como acertar o passo sem que seja um de cada vez. De onde surgem os descompassos. Vontade de voar faz com que troquemos os pés pelas mãos. Às vezes, as mãos pelos pés. Tanta gente andando de um lado para o outro, e cada andar falando com uma linguagem diferente. Um torre de Babel dos passos, onde se esbarram passos lentos com passos apressados, passos tímidos com muito seguros passos, garbosos, desajeitados, uns quase passam sem serem notados. O que seus passos dizem sobre você? Os meus são puro acaso. Não são planejados, são o resultado de uma matemática tosca onde a soma das cotidianices define o ritmo. Não sou dona dos meus passos. Sou daquelas que fica na janela olhando, com os pés martelando no chão o ritmo que gostariam de dançar. Ah! aqueles seres que parecem dançar tanta é a graça dos seus passos. Gosto de olhar a segurança de passos que sabem exatamente para onde vão. Passos de um bailado denso, talvez de algum tango sensual e caliente, onde todas as qualidades caminham rumo à paixão. Passos que sentem prazer em serem dados. Passos determinantes São pura perfeição da anatomia. Passos certos têm cadência. Outros, infelizmente, decadência. Meus passos são de barata tonta condicionada em cativeiro, e poderiam entrar na categora comicidade, talvez, pela falta de graça, que graciosamente tento fazer parecer que eles têm. Os meus passos. Muitos foram deixados para trás, sem sequer saberem que poderiam ter sido dados. Outros, ladram como cão sem dono perdidos em passados longinquos. E guardo alguns passos que caminham nas nuvens, pelos corredores dos sonhos, e nos dias de muita sorte, quando tenho sonhos bons, meus passos viram nado. Nadam num imenso mar azul turquesa, sentem leveza, são pura delicadeza, livres de amarras, calos e apertos, eles me dão a certeza que meus melhores passos eu dou no território oceânico das liberdades, lugar que só alcanço em certas noites de lua cheia rumo aos lábios quentes de uma noite de verão.






[Toda hora é hora de se dar um bom passo]

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Ele desejou à ela, um ANO ÚNICO.
Depois riu de si mesmo por concluir que todo ano é único.

[Não para ela:
Para ela um ano poderia conter mil anos, ou dia nenhum
poderia repetir-se infinitamente para que todas as possibilidades
fossem possíveis, ou poderia passar repetindo os dias dos dias dos
outros anos. Tudo dependeria de uma única coisa:

_ o tanto de AMOR.]

Mas ela apenas respondeu que haveria de ser um ano único
por poder ser um ano especial.
E torceu muito por isso naquele momento.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Regras...

Bom. Bom. Bom... Sobre o que falar em épocas de vacas magras emocionais?!... Saí fora da ciranda. Voltei pra vida. Desisti de viver paralelos. Resolvi aposentar meu cargo no test drive de paixões. É o preço. Ou bem se está dentro do tornado, e se sente cada centímetro do corpo e alma e adjacências flamejantes de vida e adrenalina e coração, ou bem se está na placidez de um lago calmo com marrecos ao lado fazendo quém-quém. Quém-quém. O quê me devora, me mata, me cega, me limita, oras bolas, sou eu mesma. Sou minha maior sabotadora. Eu mesminha. Eu e minha tendência ao tédio. Creio estar frente ao meu maior desafio de todos até hoje. Encará-lo de frente. Amadurecer. Aprender a viver o REAL. O todo dia. O café com leite e pão com manteiga. Os pés pisando asfalto, as mãos no cotidiano dos afazeres e abraços reais. Preciso cortar minhas asas emocionais. Aliás, eu não preciso apenas. Eu quero. Viajei longe demais. Caí trozentas vezes, me estrepei, estou cheia de cicatrizes, e tenho aquele olhar caduco que as pessoas do meu dia a dia não compreendem. E amam mesmo assim. Vim torta por dentro. Vim torta para o mundo. Incapacidade congênita para tomar tenência, nível moderado para grave, com possibilidade de controle se devidamente seguidas algumas regras. As regras?... recebi psicografadas em sonho do meu avô Alcídio, o maluco com aspecto mais normal que já conheci. Ele foi casado com minha avó que fugiu com seu amante francês. Como ele reagiu? Levantou-se no dia seguinte, rumou para sua fábrica de manufaturados de metal, e trabalhou. A vida toda. Tudo bem que ele tinha esse mesmo olhar que vejo no meu espelho diário, aquele sorriso estranho de quem está aqui, mas não está de todo presente. Mas, enfim, foi ele quem me mandou a listinha de regras básicas para "sossegar o facho", e tentar ser normal ( mesmo que só na superfície) que transcrevo a seguir:
*

1. Trabalhe.
2. Trabalhe com afinco.
3. Trabalhe com disciplina.
4. Trabalhe com concentração.
5. Trabalhe com paixão.
6. Trabalhe com a alma.
7. Trabalhe com sorrisos.
8. Trabalhe com orgulho.
9. Trabalhe com positividade.

e finalmente,

10. Trabalhe com AMOR, com bastante AMOR.

sexta-feira, 14 de maio de 2010



Você acredita em anjos?... quero dizer, acreditar de verdade, consistentemente. Começa que a palavra ANJO já é de uma doçura ímpar, não é à toa que aos mais amados de nossas vidas, vez ou outra os chamamos de "meu anjo". Será que eles se divertem com nossas trapalhadas? Há quem diga que nossos anjos da guarda seriam amigos ou parentes de outras vidas. A ideia me atrai. Seria como se nunca tivéssemos experimentado de fato a separação, apenas seriam ligações de amor entre dimensões diferentes. Pensar que temos anjos por perto, faz-me lembrar de uma coisa que minha vó sempre dizia: _ filhinha, porte-se como se sempre houvesse alguém do seu lado, mesmo que você esteja sozinha, a gente tem que ser uma boa companhia aos amigos invisíveis. Ela devia estar falando também deles, os anjos. Rezo todos os dias para que eles estejam por perto, sempre, e que me acompanhar, não seja uma missão excessivamente tediosa. Resolvi escrever sobre anjos por causa da ilustração acima, tão graciosa, e sinto que dou uma folga à eles quando estou assim, distraída com as palavras. As palavras... Qual será a linguagem dos anjos? Afagos, carinho, sussurros de conforto, sorrisos, acasos. Aqueles acasos onde não encontramos explicação plausível, que são meio mágicos, surpreendentes. Parecem presentes de anjos, não? Eu acredito na existência de muitas coisas inexplicáveis, mas crer em anjos, no entanto, parece ser a coisa mais natural do mundo, algo que não requer explicação. Toda noite, antes de dormir, agradeço a proteção deles, e entrego a confiança do meu sono, do meu despertar, das boas intençõe do dia seguinte, nas mãos desses companheiros fofos, gordinhos, de cabelos enroladinhos, que Deus deve ter colocado nas nossas vidas, como mais uma prova do seu imenso Amor por nós.

terça-feira, 11 de maio de 2010



"Quando terminou de cantar, soprou-lhe beijos alegres, e uma frase pra ela pensar: - Tenha FÉ.
Ela sorriu, mandou-lhe uma cesta de beijos quentinhos saídos na hora, e respondeu bem baixinho:
- Terei, justamente terei Fé nessa tal Felicidade."


'Ser uma pessoa melhor. Ter um coração simples. Acolhedor. Simpático. De portas abertas. Ter sempre uma palavra carinhosa, um café fresquinho, e cheiro de bolo assando no ar. Pra mim, isso é importante. Ser uma pessoa melhor passa pela cortesia, pela delicadeza, pelo respeito, pela gentileza, pela intenção, pelos abraços que estamos dispostos a dar. Ser puro como uma pomba, e atento como uma serpente. São palavras bíblicas, não minhas. Fazer uso de recursos para proteger o interior tão nosso, tão divino, tão vital, faz parte do caminho de quem tenta ser uma pessoa melhor. Escancarar as janelas e as portas, e as verdades todas de nossa vida, é um ato de pureza, mas é ser imprudente ao mesmo tempo. Nossa intimidade, nossos medos, nossas cenas mais tocantes, nossa nudez de alma, não é coisa pra ser dividida com qualquer um, em qualquer esquina de qualquer lugar. Quando parecer que algo falta, certamente é a confiança que não foi devidamente conquistada. Viver é estranho, a gente nunca sabe em que terreno está passando. Creio que o caminho seja, ainda, a tentativa diária de ser uma pessoa melhor, e nesse exercício, conseguir reconhecer corações semelhantes."

domingo, 18 de abril de 2010


'...Pessoas que não descem pro play não abrem a guarda. Se protegem. Conhecem seus limites. Conhecem seu maior defeito ou qualidade, dependendo da leitura: se abrem o coração, abrem todo. Se resolvem se entregar, entregam-se sem reservas. Se abraçam, é de corpo inteiro. Se beijam, é de olhos fechados. Se cuidam, é como á um filho. Se sonham, voam. Se voam, alcançam estrelas. Se alcançam estrelas, casam-se com o sol. Se casam-se com o sol, viram amantes da lua, e como amantes incondicionais que são, amam ao INFINITO. Intensidade a gente demonstra, e reconhece visitando entranhas, aceitando no outro o universo amplo que ele é, tanto quanto o EU, e sabendo que a graça reside no outro, no complemento, no encaixe, no coletivo amoroso, no desejo de abraçar...'

[Be Lins]

quinta-feira, 11 de março de 2010

SENTIMENTO DO DIA

Sabe aquela vontade de dizer:
- Eu não te falei? E agora? Que que faço?
Digo bem feito, ou te abraço de volta, hein?


[melhor eu ir dormir!]

(Be Lins)