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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Mas eu não quero só dizer que é bonito. Não quero só dizer que é inteligente. Não quero só dizer que uau, fico arrepiada só de pensar. Nem quero só dizer que é engraçado e me faz rir.

Eu quero dizer que me faz ter vontade de andar de mãos dadas. Me faz ter vontade de encostar minha cabeça no ombro. Me faz sorrir fechando os olhos.

Eu quero dizer que faz o meu coração ficar quentinho.

Que palavra eu uso?

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

"Alguém que eu possa descançar minha cabeça em seu ombro no final do dia; que divida a cerveja, a alegria e a tristeza. Dê gargalhada dos meus errinhos bobos, me dê moral nos tombos mais feios. Mexa com minha cabeça, descontrole meu sistema nervoso e abale minha frequência cardíaca. Pessoa perfeita é quem grita que me odeia, diga adeus, nunca mais, no final volte atrás. Me dá a mão, o braço, o abraço; e vire pros seus amigos e diga: "É ELA!". A pessoa perfeita é tão imperfeita que não será inalcançável, estará lá do meu lado."

[Maria Rita]

domingo, 2 de janeiro de 2011

"Se você tem a coragem de deixar para trás tudo que lhe é familiar e confortável (pode ser qualquer coisa, desde a sua casa aos seus antigos ressentimentos) e embarcar numa jornada em busca da verdade (para dentro e para fora), e se você tem mesmo a vontade de considerar tudo que acontece nessa jornada como uma pista, e se você aceitar cada um que encontre como professor, e se estiver preparada, acima de tudo, para encarar (e perdoar) algumas realidades bem difíceis sobre você mesma...então a verdade, não lhe será negada."


Texto do livro Comer, Rezar e Amar - Elizabeth Gilbert

domingo, 1 de agosto de 2010

Foi no meio da tormenta que a menina teve um estalo: Pleft!

Agora ela tinha certeza do que queria fazer.


"vou encarar com serenidade"
- pensou a menina.


E lá foi ela tratar de fazer mágica com os problemas.


(Amanda Cecilia)

Das coisas que eu já sabia.

Dava para saber que era o certo desde que te vi pela primeira vez.
Eu sabia que era certo, tu não sabias.
E ponto-final.
Nenhuma mágoa.
Eu sabia que acabaríamos nos apaixonando.
Tu sabias pouca coisa sobre mim, então não há problemas. Eu já entendia o fluxo do vai-e-vem dentro de um coração.
E sabia também que tu serias o único que entraria em mim de forma tão avassaladora e ali permanecerias por segundos, horas, anos, décadas, vidas.
Tu não entendias bem a maneira que eu tinha de enxergar as coisas.
Era simples, é bem simples.
Eu entendo o amor no sentido pleno do amor.
Compreendo sobre a quantidade de amor que cabe em um instante.
E naquele dia, tu me preencheste de amor. Em um instante apenas.
Tu não sabias ainda sobre os meus medos, das minhas inquietudes, e por isso é que não são necessárias desculpas.
Naquela vez, na adolescência, eu já era velha de espírito.
Coisa de mulher que já enfrentou várias barras. Tu eras pequenino ainda, porém tinha e tens dentro de ti essa alma imensa e bonita.
E eu te recebi assim, dentro de mim criei um altarzinho com conchinhas e sorrisos teus.
A verdade é que eu já sabia que era para sempre.
E tu apenas começavas a saber.
Natália Anson Lima

sábado, 3 de julho de 2010


Ensinam muitas coisas as garotas: se um cara lhe machuca, ele gosta de você. Nunca tente aparar a própria franja; e, um dia, vai conhecer um cara incrível e ser feliz para sempre.Todo filme e toda história implora para esperarmos por isso: a reviravolta no terceiro ato, a declaração de amor inesperada, a exceção à regra. Mas as vezes focamos tanto em achar nosso final feliz que não aprendemos a ler os sinais, a diferenciar entre quem nos quer e quem não nos quer, entre os que vão ficar e os que vão te deixar. E talvez esse final feliz não inclua um cara incrível. Talvez seja você sozinha recolhendo os cacos e recomeçando, ficando livre para algo melhor no futuro.
Talvez o final feliz seja só seguir em frente. Ou talvez o final feliz seja isso: saber que mesmo com ligações sem retorno e corações partidos, com todos os erros estúpidos e sinais mal interpretados; com toda a vergonha e todo constrangimento, você nunca perdeu a esperança.

(Do filme:Ele não está afim de você)

[Sou viciada nesse filme, simplesmente]

sexta-feira, 2 de julho de 2010

. UMA DEFINIÇÃO NÃO ENCONTRADA .
NO DICIONÁRIO

Não ir embora: ato de confiança e amor,
comumente decifrado pelas crianças.


(Markus Zusak - A menina que roubava livros)



Se ao menos pudesse voltar a ser tão distraída,
a sentir tanto amor sem saber,
tomando-o por engano pelo riso
e pelo pão com um levíssimo cheiro de geléia espalhado por cima.

(A menina que roubava livros)
Precisaria aperfeiçoar a arte de esquecer.



... uma ausência que poderia significar um sem-número de coisas,
dentre elas a liberdade.


(Markus Zusak - A menina que roubava livros)


... e eles andavam na corda bamba em direção ao sol.



(Markus Zusak - A menina que roubava livros)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

"Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado: é muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso irresistível.

Ser brotinho é não usar pintura alguma, às vezes, e ficar de cara lambida, os cabelos desarrumados como se ventasse forte, o corpo todo apagado dentro de um vestido tão de propósito sem graça, mas lançando fogo pelos olhos. Ser brotinho é lançar fogo pelos olhos.

É viver a tarde inteira, em uma atitude esquemática, a contemplar o teto, só para poder contar depois que ficou a tarde inteira olhando para cima, sem pensar em nada. É passar um dia todo descalça no apartamento da amiga comendo comida de lata e cortar o dedo. Ser brotinho é ainda possuir vitrola própria e perambular pelas ruas do bairro com um ar sonso-vagaroso, abraçada a uma porção de elepês coloridos. É dizer a palavra feia precisamente no instante em que essa palavra se faz imprescindível e tão inteligente e natural. É também falar legal e bárbaro com um timbre tão por cima das vãs agitações humanas, uma inflexão tão certa de que tudo neste mundo passa depressa e não tem a menor importância.

Ser brotinho é poder usar óculos como se fosse enfeite, como um adjetivo para o rosto e para o espírito. É esvaziar o sentido das coisas que transbordam de sentido, mas é também dar sentido de repente ao vácuo absoluto. É aguardar com paciência e frieza o momento exato de vingar-se da má amiga. É ter a bolsa cheia de pedacinhos de papel, recados que os anacolutos tornam misteriosos, anotações criptográficas sobre o tributo da natureza feminina, uma cédula de dois cruzeiros com uma sentença hermética escrita a batom, toda uma biografia esparsa que pode ser atirada de súbito ao vento que passa. Ser brotinho é a inclinação do momento.

É telefonar muito, estendida no chão. É querer ser rapaz de vez em quando só para vaguear sozinha de madrugada pelas ruas da cidade. Achar muito bonito um homem muito feio; achar tão simpática uma senhora tão antipática. É fumar quase um maço de cigarros na sacada do apartamento, pensando coisas brancas, pretas, vermelhas, amarelas.

Ser brotinho é comparar o amigo do pai a um pincel de barba, e a gente vai ver está certo: o amigo do pai parece um pincel de barba. É sentir uma vontade doida de tomar banho de mar de noite e sem roupa, completamente. É ficar eufórica à vista de uma cascata. Falar inglês sem saber verbos irregulares. É ter comprado na feira um vestidinho gozado e bacanérrimo.

É ainda ser brotinho chegar em casa ensopada de chuva, úmida camélia, e dizer para a mãe que veio andando devagar para molhar-se mais. É ter saído um dia com uma rosa vermelha na mão, e todo mundo pensou com piedade que ela era uma louca varrida. É ir sempre ao cinema mas com um jeito de quem não espera mais nada desta vida. É ter uma vez bebido dois gins, quatro uísques, cinco taças de champanha e uma de cinzano sem sentir nada, mas ter outra vez bebido só um cálice de vinho do Porto e ter dado um vexame modelo grande. É o dom de falar sobre futebol e política como se o presente fosse passado, e vice-versa.

Ser brotinho é atravessar de ponta a ponta o salão da festa com uma indiferença mortal pelas mulheres presentes e ausentes. Ter estudado ballet e desistido, apesar de tantos telefonemas de Madame Saint-Quentin. Ter trazido para casa um gatinho magro que miava de fome e ter aberto uma lata de salmão para o coitado. Mas o bichinho comeu o salmão e morreu. É ficar pasmada no escuro da varanda sem contar para ninguém a miserável traição. Amanhecer chorando, anoitecer dançando. É manter o ritmo na melodia dissonante. Usar o mais caro perfume de blusa grossa e blue-jeans. Ter horror de gente morta, ladrão dentro de casa, fantasmas e baratas. Ter compaixão de um só mendigo entre todos os outros mendigos da Terra. Permanecer apaixonada a eternidade de um mês por um violinista estrangeiro de quinta ordem. Eventualmente, ser brotinho é como se não fosse, sentindo-se quase a cair do galho, de tão amadurecida em todo o seu ser. É fazer marcação cerrada sobre a presunção incomensurável dos homens. Tomar uma pose, ora de soneto moderno, ora de minueto, sem que se dissipe a unidade essencial. É policiar parentes, amigos, mestres e mestras com um ar songamonga de quem nada vê, nada ouve, nada fala.

Ser brotinho é adorar. Adorar o impossível. Ser brotinho é detestar. Detestar o possível. É acordar ao meio-dia com uma cara horrível, comer somente e lentamente uma fruta meio verde, e ficar de pijama telefonando até a hora do jantar, e não jantar, e ir devorar um sanduíche americano na esquina, tão estranha é a vida sobre a Terra."


(Paulo Mendes Campos)

quarta-feira, 16 de junho de 2010



"O meu radicalismo, a minha entrega, o meu desapego pelo óbvio e a minha inconstância, chocam!
Até eu me assusto com a forma como assusto as pessoas, sinto que sou dotada de extravagâncias que todos vêem, mas eu desconheço.
Será que banalizar sentimentos, aceitar a rotina e sentir tara pelo comum é o que esperam de mim? Será esse o segredo dos socialmente adequados?
Sinto muito em decepcionar, mas eu nasci para os extremos, para as ousadias, aposto nas improbabilidades e acredito no impossível. Eu só gosto do que é pra valer, do que dói quando me deixa, do que aperta o coração quando não tá perto, do que ou é doce de enjoar ou amargo de fazer careta.
Eu não suporto a covardia dos indecisos, o medo dos que não arriscam, a voz dos que sempre calam e muito menos o conformismo dos que desistem. Sou aversão a hipocrisia, a choro falso, a gargalhada abafada, a essa gentinha que anda por ai dizendo o que gente tem que ser e não faz metade do que diz. Tenho profunda admiração pelos que vivem em liberdade, que seguem suas crenças, seus valores, que criam um ideal, vivem nele e as vezes morrem por ele. Num mundo onde tudo é relativo, eu vou com aqueles que respeitando isso não desistem de procurar o absoluto.
Sou tão adulta quanto a vida me exija e tão criança quanto o coração me implore. Sou decisão, 0.8 ou 800, sou sono profundo e insônia, montanha russa, descompasso, sou desastrada, exagerada, insensata no amor, passional no ciúme, doente na paixão, sou toalha molhada na cama, sou mil livros na cabeceira e 'trocentas' músicas na cabeça, sou aquele choro de deixar a cara amassada e aquela risada que pode ser ouvida do outro lado da rua, sou coração simples e humilde, mas sempre certo. Sou tanto erro e tão pouco acerto, tanta sorte e tão pouco juízo, tanta coragem e tão pouco destino. Sou isso, sou outras coisas, mas sou eu mesma."

[Amanda Teles]

segunda-feira, 17 de maio de 2010



"Sinto que somos como dois carrosséis que giram em sentidos opostos. Eu não quero saber o que acontece quando estamos de costas um para o outro."

(Lucas Silveira)

sexta-feira, 14 de maio de 2010



Eu quando olho nos olhos,
Sei quando uma pessoa esta por dentro, ou esta por fora.
Quem esta por fora, não segura um olhar que demora..
(Leminsk)

terça-feira, 20 de abril de 2010



“É meio decepcionante você esperar que você mesmo contorne/supere as intempéries que você mesmo dependura no pára-brisas enfeitando o horizonte.”


Nando Reis

domingo, 18 de abril de 2010



"Tem dias que a gente se sente como se fosse metade, faltando a outra parte sem saber onde foi que perdeu. A dor se instala num cantinho apertado do coração e lá pede sala e café. Momentos esses que trazem abismos pros pés. Cicatrizes que vêm de encontro com um futuro limpo. Pequenas amarguras embrulhadas em papel de seda. Canetas vermelhas que não saem do bolso. Só que já decidi que o amanhã sou eu que faço. Não me despedaço, nem viro farelo não. Porque se sobrou espaço no coração é pra amar melhor, decidir com sabedoria daqui pra frente quem é que vai entrar e quem tem que sair. E das levezas, meu amor, eu quero todas. Cansei de gente pesada que traz chumbo pra vida da gente. Cansei de cara amarrada, de sorriso forçado e amarelo. Eu quero saber é daquele brilho no olho, sorriso escancarado, aperto de mão. E isso, sim, cabem direitinho aqui e ali, aonde quer que a gente vá."

[Serena Cris]

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Eu queria que você visse o que é realmente coragem, em vez de pensar que coragem é um homem com arma na mão. Coragem é quando você sabe que está derrotado antes mesmo de começar, mas começa assim mesmo, e vai até o fim, apesar de tudo.

Harper Lee

quarta-feira, 3 de março de 2010

Devemos estar dispostos a nos livrar da vida que planejamos
para poder viver a vida que nos espera".

Joseph Campbell

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

no peito, muitos és:
esperanças, expectativas, entusiasmo,
envolvimento, energias, encantamento, euforia,
em frente,
seguido do sempre.

Renata Carneiro

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

gosto do arranhar dos dedos no d e d i l h a r do violão.
gosto do porquê da junção que forma maré.
gosto de me ver refletida nos olhos teus.
gosto de ler sorrisos. e de desviar lágrimas.
gosto do sol das seis, bem alaranjado.
gosto da lua cheia, acordando meus arrepios. e da lua que sorri,
pra mim.
gosto de procurar a minha estrela, escolhida a dedo.
gosto do carinho do vento. das cócegas na alma.
e das borboletas no estômago.
gosto do desabrochar. do próximo instante. e do acaso.
gosto do ficou. do que é. e do que virá.
gosto do que começa com fé. de pequenas coragens. e do verbo seguir.
gosto da dança de dentro. do ritmo das horas. e do gingado do tempo.
gosto do cheiro da lembrança. do gosto do agora. do som do amanhã.
gosto de sonhos amanhecendo e urgências dormindo.
gosto de recuperar sorrisos e descobrir ângulos.
gosto de voar por cima.
gosto do que mora nas pequenas coisas. gosto do que é
cheio de sentido.

[Renata Carneiro]